
Softwares para cálculos luminotécnicos estão disponíveis na internet aos montes. Praticamente todo fabricante de luminárias possui o seu, tendo como nome o da própria fábrica, acrescida de "lux" no final. Há ainda a "lenda" de que os cálculos efetuados pelos programas "nos incentivam" a comprar mais luminárias...
Se por um lado, nem precisamos de tantos softwares assim, afinal nos ambientes menores, a experiência acumulada já nos permite tomar a decisão da quantidade de luminárias, por outro lado os programas disponíveis hoje em sua grande maioria, apresentam o cálculo padrão: sala fechada, onde se especificam os fatores de refletância para teto, parede e piso (famoso 7-5-1).
E quando a situação difere deste padrão? Uma quadra, por exemplo? Ou uma pista de atletismo (com a qual estou quebrando a cabeça, neste momento...)? Ou pior: uma fachada?
Nestas situações, de nada adiantam tantos programas para iluminação. Porém a fabricante espanhola de luminárias INDAL (http://www.indal.es/), disponibiliza em seu site a "descarga" (assim mesmo, em espanhol) do software INDALWIN em sua versão 6.2.
Na verdade, INDALWIN é um pacote de softwares para iluminação de diversos segmentos: Vias públicas, fachadas, Interior, Projeção e Urbana. Para cada modalidade, um aplicativo com características distintas onde se pode controlar todos os parâmetros necessários. A seguir um exemplo de cálculo de iluminação por projeção:- Tela inicial do programa para iluminação por projeção:

- Inserção dos dados do projeto:

- Escolha do tipo de área a iluminar:

- Digamos que queiramos iluminar um campo de futebol com dimensões 100x65m:

- O próximo passo é escolher lâmpada e luminária adequados:

- Depois escolhemos o nível de iluminância desejado:

- Nesse ponto, o programa realiza um cálculo preliminar:

- Após este ponto, o programa sugere a quantidade de projetores por torre de iluminação (observar o campo CESTA). Manterei a sugestão do programa;

- Por fim definimos os parâmetros das torres de iluminação:

- Feito isso, o programa mostra a planta atual, com a focalização sugerida (esta pode ser modificada posteriormente);

- Ao calcular, o programa exibe uma série de resultados úteis no dimensionamento correto da iluminação (lembro que os focos apresentados neste caso pelo programa NÃO são ideais, devendo ser editados, a fim de se obter um melhor nível de iluminação):

O INDALWIN permite ainda que sejam exportados os resultados em PDF. Permite também que sejam adicionadas ou retiradas torres de iluminação além da total liberdade na focalização dos projetores (confesso que esta é uma parte chata: a edição por vezes toma algum tempo).
Mas como nem tudo é perfeito, o programa possui algumas desvantagens: deve-se observar bem os níveis de iluminação desejados e "traduzi-los" o padrão espanhol usado pelo programa. Não há linguagem em português brasileiro, ficando alguns termos com nomes bem diferentes. O software para cálculo de iluminação interior não possui as potências de lâmpadas mais utilizadas no Brasil (pelo menos para o interior, dispomos dos vários "fulanos_de_tal_LUX"). Por fim, o software para cálculo de fachadas apresenta erro na execução (espero que já tenha sido corrigido...).
Mesmo com alguns contratempos é um excelente pacote, que muito auxilia a nós projetistas.
Antecipando o artigo completo sobre DPS's que ainda está por vir, quero hoje escrever sobre a maneira mais rápida de começar a se proteger contra as descargas atmosféricas e surtos na rede elétrica: os DPS's classe III.
A grande maioria das residências não dispõe de um sistema de aterramento eficiente. Além disso, grande parte também não possui um quadro de distribuição onde se possa instalar DPS's classe II, que na maioria das vezes devem ser a primeira proteção contra as descargas atmosféricas. Nesta situação, resta ao usuário das instalações recorrer ao DPS classe III. Este é instalado junto ao equipamento a ser protegido e na ocorrência de um surto de tensão, escoa a corrente para a terra ou para o neutro. Abaixo, uma imagem de um DPS classe III, fabricado pela CLAMPER:

Este aparelho não requer instalação nenhuma. Basta colocá-lo na tomada e conectar a ele o aparelho a ser protegido. Neste modelo também há proteção para redes de antena e TV a cabo, para o caso de surtos de tensão ocorrendo nestes sistemas. O modelo abaixo dispõe de proteção para a linha telefônica:
Estes modelos custam entre R$60,00 e R$90,00 e seu uso se justifica quando se tem, por exemplo, TV's LCD custando cerca de R$3.000,00. Geralmente são usados estabilizadores, na esperança de estar protegendo o equipamento mas estes apenas estabilizam a tensão.
Por fim, lembro que os DPS's classe III não devem ser a única medida adotada para a proteção contra surtos de tensão. Um bom sistema de aterramento e outros DPS's a montante são indispensáveis.
Mais informações sobre estes DPS's mostrados aqui no site da CLAMPER: http://www.clamper.com.br/.
Seguindo com as postagens, abaixo segue mais uma pérola de projeto, desta vez, de arquitetura:
Certamente é uma inovação da área...