quarta-feira, 17 de novembro de 2010

INDALWIN: Software para cálculos luminotécnicos

Softwares para cálculos luminotécnicos estão disponíveis na internet aos montes. Praticamente todo fabricante de luminárias possui o seu, tendo como nome o da própria fábrica, acrescida de "lux" no final. Há ainda a "lenda" de que os cálculos efetuados pelos programas "nos incentivam" a comprar mais luminárias...

Se por um lado, nem precisamos de tantos softwares assim, afinal nos ambientes menores, a experiência acumulada já nos permite tomar a decisão da quantidade de luminárias, por outro lado os programas disponíveis hoje em sua grande maioria, apresentam o cálculo padrão: sala fechada, onde se especificam os fatores de refletância para teto, parede e piso (famoso 7-5-1).

E quando a situação difere deste padrão? Uma quadra, por exemplo? Ou uma pista de atletismo (com a qual estou quebrando a cabeça, neste momento...)? Ou pior: uma fachada?

Nestas situações, de nada adiantam tantos programas para iluminação. Porém a fabricante espanhola de luminárias INDAL (http://www.indal.es/), disponibiliza em seu site a "descarga" (assim mesmo, em espanhol) do software INDALWIN em sua versão 6.2.

Na verdade, INDALWIN é um pacote de softwares para iluminação de diversos segmentos: Vias públicas, fachadas, Interior, Projeção e Urbana. Para cada modalidade, um aplicativo com características distintas onde se pode controlar todos os parâmetros necessários. A seguir um exemplo de cálculo de iluminação por projeção:
  • Tela inicial do programa para iluminação por projeção:

  • Inserção dos dados do projeto:

  • Escolha do tipo de área a iluminar:



  • Digamos que queiramos iluminar um campo de futebol com dimensões 100x65m:
  • O próximo passo é escolher lâmpada e luminária adequados:

  • Depois escolhemos o nível de iluminância desejado:

  • Nesse ponto, o programa realiza um cálculo preliminar:

  • Após este ponto, o programa sugere a quantidade de projetores por torre de iluminação (observar o campo CESTA). Manterei a sugestão do programa;

  • Por fim definimos os parâmetros das torres de iluminação:


  • Feito isso, o programa mostra a planta atual, com a focalização sugerida (esta pode ser modificada posteriormente);
  • Ao calcular, o programa exibe uma série de resultados úteis no dimensionamento correto da iluminação (lembro que os focos apresentados neste caso pelo programa NÃO são ideais, devendo ser editados, a fim de se obter um melhor nível de iluminação):


O INDALWIN permite ainda que sejam exportados os resultados em PDF. Permite também que sejam adicionadas ou retiradas torres de iluminação além da total liberdade na focalização dos projetores (confesso que esta é uma parte chata: a edição por vezes toma algum tempo).

Mas como nem tudo é perfeito, o programa possui algumas desvantagens: deve-se observar bem os níveis de iluminação desejados e "traduzi-los" o padrão espanhol usado pelo programa. Não há linguagem em português brasileiro, ficando alguns termos com nomes bem diferentes. O software para cálculo de iluminação interior não possui as potências de lâmpadas mais utilizadas no Brasil (pelo menos para o interior, dispomos dos vários "fulanos_de_tal_LUX"). Por fim, o software para cálculo de fachadas apresenta erro na execução (espero que já tenha sido corrigido...).

Mesmo com alguns contratempos é um excelente pacote, que muito auxilia a nós projetistas.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Protegendo equipamentos eletrônicos em casa


Antecipando o artigo completo sobre DPS's que ainda está por vir, quero hoje escrever sobre a maneira mais rápida de começar a se proteger contra as descargas atmosféricas e surtos na rede elétrica: os DPS's classe III.

A grande maioria das residências não dispõe de um sistema de aterramento eficiente. Além disso, grande parte também não possui um quadro de distribuição onde se possa instalar DPS's classe II, que na maioria das vezes devem ser a primeira proteção contra as descargas atmosféricas. Nesta situação, resta ao usuário das instalações recorrer ao DPS classe III. Este é instalado junto ao equipamento a ser protegido e na ocorrência de um surto de tensão, escoa a corrente para a terra ou para o neutro. Abaixo, uma imagem de um DPS classe III, fabricado pela CLAMPER:

Este aparelho não requer instalação nenhuma. Basta colocá-lo na tomada e conectar a ele o aparelho a ser protegido. Neste modelo também há proteção para redes de antena e TV a cabo, para o caso de surtos de tensão ocorrendo nestes sistemas. O modelo abaixo dispõe de proteção para a linha telefônica:

Estes modelos custam entre R$60,00 e R$90,00 e seu uso se justifica quando se tem, por exemplo, TV's LCD custando cerca de R$3.000,00. Geralmente são usados estabilizadores, na esperança de estar protegendo o equipamento mas estes apenas estabilizam a tensão.

Por fim, lembro que os DPS's classe III não devem ser a única medida adotada para a proteção contra surtos de tensão. Um bom sistema de aterramento e outros DPS's a montante são indispensáveis.

Mais informações sobre estes DPS's mostrados aqui no site da CLAMPER: http://www.clamper.com.br/.

PÉROLA DE PROJETO #02

Seguindo com as postagens, abaixo segue mais uma pérola de projeto, desta vez, de arquitetura:



Certamente é uma inovação da área...

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

PÉROLA DE PROJETO #01

Como prometido, segue abaixo um exemplo de falta de atenção na hora de preencher a legenda de um projeto:


Nos resta apenas descobrir o processo de "compactação" da lâmpada...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ESPECIFICAÇÃO COMPLETA DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS



Quem convive diariamente com projetos elétricos sabe (ou deveria saber) o quanto é importante a completa especificação dos materiais utilizados. Não se trata de "escrever uma biografia completa do produto", mas sim de estabelecer parâmetros ideais para que se evite a aquisição errada dos materiais da instalação.
Na universidade tive um exemplo extremo deste assunto: "supondo que eu peça apenas um DISJUNTOR DE 300A, poderei receber um pequeno disjuntor ou ser surpreendido por um disjuntor de média tensão, chegando em um caminhão".
Apesar do exagero do exemplo, ao passar do tempo, pude perceber a importância dele. Afinal, exemplos de materiais com especificação insuficiente não são raros:
  • Ao se especificar um interruptor diferencial-residual por exemplo, é comum citar apenas "30mA ou 300mA". Porém o correto seria informar a corrente nominal desejada, devendo esta ser MAIOR OU IGUAL À CORRENTE NOMINAL do disjuntor do circuito ou quadro correspondente. Deve-se também informar o tipo do dispositivo (AC, A ou B);
  • Para a especificação de disjuntores, informar apenas a corrente nominal não é suficiente. Informações como o tipo de curva (B, C ou D) além da tensão de operação e capacidade de interrupção são fundamentais para os minidisjuntores. Não se pode esquecer também de citar a norma a que os disjuntores se adequam, sendo usualmente utilizados disjuntores regidos pela ABNT NBR IEC 60.898;
  • Transformadores também são alvos de especificações incompletas. Dizer apenas "Transformador de 300kVA" é inaceitável. Deve-se informar a tensão primária, secundária, tipo de ligação dos enrolamentos primários e secundários, tapes em derivação, material do tanque (para transformadores a óleo), impedância percentual (mesmo este parâmetro podendo variar conforme a fabricação em maiores transformadores) e nível de impulso.
A foto mostrada acima é um exemplo de equívoco na hora da aquisição, causado pela falta de informações sobre o transformador desejado. A tensão seundária de distribuição no estado do Ceará é igual a 380/220V. A foto mostra que neste aspecto o transformador está correto. Porém a tensão primária no estado é de 13.800V. Mesmo assim o transformador fornecido tem tapes iguais a 23.100/22.000/20.900V.

sábado, 16 de outubro de 2010

Nossas propostas

Como este é um ano eleitoral em nosso país, o título "Nossas propostas" é mais que adequado. Mas, diferentemente de nossos candidatos, o blog INSTALAÇÕES EM FOCO chega para apresentar temas concretos, que possam realmente ajudar a difundir informações relevantes sobre as instalações em geral, como também para mostrar, de uma forma bem humorada, alguns erros em projetos e execuções de instalações. Falando especificamente sobre as instalações elétricas, sabemos que alguns "profissionais" ainda ignoram as mudanças que vêm ocorrendo ao longo dos anos. Desde a primeira citação do dispositivo diferencial-residual na ABNT NBR 5410, passando pela obrigatoriedade de seu uso em 1997, além da obrigatoriedade do uso do dispositivo de proteção contra surtos (DPS), determinada em 2004, vemos um maior nível de complexidade, exigindo cada vez mais que engenheiros sejam criteriosos em seus projetos. Por fim, gostaria de agradecer aos que visitam este blog, certo de que estamos ajudando às instalações a deixarem de ser apenas PROJETOS "COMPLEMENTARES".